Concurso Público

Aula de Resumo - Microinformática

Microinformática

 

Microprocessadores do PC

 

Aqui temos uma visão geral da evolução dos microcomputadores. Os micros recebem o nome de seu processador, já que a CPU é a principal peça de hardware. Para comparação, a tabela mostra a forma de acesso, comunicação, de dados no barramento interno (dentro da CPU), externo e de acesso à memória. Uma CPU que consegue endereçar dados na memória a 16 bits, por exemplo, demonstra que a comunicação é feita em 2 bytes de cada vez. Atenção, ainda hoje não existe processador de 64 bits. Mesmo o Pentium é um processador de 32 bits. A velocidade citada na tabela refere-se a faixa aproximada de clock utilizado pelo processador.

 

Nome

Microprocessador

Coprocessador

Dados/End. Mem.

Velocidade

Internos

Externos

PC-XT

8088

8087

16b

8b/16b

4,77 a 8 MHz

AT-286

80286

80287

16b

16b/24b

6 a 16 MHz

AT-386-SX

80386SX

80387SX

32b

16b/24b

20 a 50 MHz

AT-386-DX

80386DX

80387DX

32b

32b/32b

20 a 50 MHz

AT-486-SX

80486SX

80487SX

32b

32b/32b

25 a 100 MHz

O 486SX é um 386DX com mais 8Kbytes de cache interna

AT-486-DX

80486DX

*

32b

32b/32b

25 a 100 MHz

A partir do 486DX o coprocessador é integrado no próprio processador

AT-486-DX2

80486DX2

*

32b

32b/32b

25 a 100 MHz

586-Cyrix

5x86

*

64b

32b/32b

120 MHz

K5-AMD

K5

*

64b

64b/32b

150 MHz

K6-AMD

K6

*

64b

64b/32b

233 MHz

686-Cyrix

6x86

*

64b

64b/32b

200 MHz

Pentium

Pentium

*

64b

64b/32b

75 a 233 MHz

O processador Pentium tem integrado além do coprocessador, mais 16Kbytes de cache

Pentium-MMX

Pentium-MMX

*

64b

64b/32b

233 MHz

O Pentium-MMX difere-se do seu antecessor por apresentar extensões específicas para multimídia.

Pentium Pró

Pentium Pró

*

64b

64b/32b

250 MHz

O processador Pentium Pró tem integrado além do coprocessador 512Kbytes de cache

Pentium II

Pentium II

*

64b

64b/32b

450 MHz

O Pentium II, além das extensões normais MMX apresenta outras 57 novas. Tem cache acoplada ao processador de 512 KB. Alterou-se a conexão com a placa mãe, antes "socket 7" para "slot 1". Utiliza memória SDRAM

Celeron

Celeron

*

64b

64b/32b

350 MHz

O Celeron é um Pentium II mais barato. Para tanto utilizou-se o mesmo chip Pentium II, sem blindagem e sem cache. Modelos mais novos apresentam cache acoplada de 128 KB.

 

A tabela acima apresenta somente processadores da Intel, que responde por mais de 90% do mercado de PCs. Outros processadores que merecem algum destaque são, da Cyrix (comprada pela National): 586 Cyrix, processador 5x86 (eqüivale a um Pentium com barramento externo de 32 bits) e 686 Cyrix, processador 6x86 (eqüivale a um Pentium MMX). Da AMD: K5 (eqüivalente a um Pentium), K6 (equivalente a um Pentium MMX) e K6 3D Now!, que pretende competir com o Pentium II e/ou Celeron, mas tem performance um tanto inferior aos mesmos.

 

ATENÇÃO: NÃO existe ainda hoje um processador de 64 bits (na arquitetura PC).

 

 

Gerações de Processadores Intel

 

1979 – 8088 (8/16 bits, 4,77 MHz) – o processador inicial dos PCs rodava DOS e manipulava textos e números, mas os gráficos eram muito pobres.

1982 – 80286 (16 bits, 6 a 16 MHz) – de três a seis vezes mais rápido que o 8088, foi a plataforma básica para as primeiras redes de micros.

1985 – 386 (32 bits, 20 a 50 MHz) – o 386 já tinha potência suficiente para suportar uma interface gráfica. Foi o início da era Windows.

1989 – 486 (32 bits, 25 a 100 MHz) – rodando DOS e Windows 3.x, o 486 possibilitou o desenvolvimento das aplicações multimídia.

1993 – Pentium (32 bits, 75 a 233 MHz) – com o Windows 95, facilitou a popularização da Internet e permitiu rodar aplicativos de 32 bits.

1995 – Pentium Pró (32 bits, 150 a 250 MHz) – criado para o Windows NT, permitiu a montagem de grandes bancos de dados em servidores PC.

1997 – Pentium II (32 bits, 233 a 300 MHz) – a promessa é que esse chip vai impulsionar a computação 3D e a videoconferência.

 

Memória (Cláudio Ribeiro Da Silva - Univ. Veiga De Almeida)

                Com a evolução dos equipamentos, e consequentemente necessidade de execução de aplicações com  maior consumo de memória, o DOS passou a reconhecer e gerenciar os seguintes tipos de memórias:

                a) Memória convencional - Equivale aos primeiros 640 kbytes de memória existentes no equipamento. Para o gerenciamento desta memória não é necessário nenhum tipo de programa auxiliar, pois o próprio DOS possui as rotinas próprias para esta finalidade. Estas rotinas acompanham as diversas versões do sistema, desde os equipamentos da linha XT.

                b) Área de memória superior - Equivale aos 384 kbytes localizados acima da memória convencional, na qual é permitido ao usuário instalar as rotinas do sistema de gerenciamento dos dispositivos periféricos padrão do equipamento. Para a sua utilização é necessário a instalação do programa EMM386. Os programas loadhigh (lh) e DeviceHigh permitem instalações de programas nesta memória.

                c) Memória estendida (XMS) - Equivale a memória acima do primeiro Mbyte até a capacidade existente na placa de memória onde está instalada a memória convencional do equipamento. Este tipo de memória existe nos computadores com processadores a partir do modelo 80286. Ela necessita do gerenciador HIMEM para a sua utilização e possibilita a instalação do DOS (dos=high, após a carga do programa HIMEM, no arquivo CONFIG.SYS), liberando a memória convencional para os aplicativos.

                d) Área de memória alta - Equivale aos primeiros 64K da memória estendida, na qual pode ser instalada o DOS.

                e) Memória expandida (EMS) - Memória adicional à memória convencional. É instalada em uma placa de memória, separada da memória convencional. Para o seu gerenciamento é necessário a instalação do programa EMM386.

               


O exemplo abaixo, mostra um equipamento com 640K de memória convencional, 3 Mb de memória estendida e uma placa de memória expandida com 4 Mb.

 

       

   

                           Memória Convencional

 

 

 

               Memória Estendida (EMS)

 

                         ( 3 Mb)

               Área de memória superior

                        (384 Kb)

 Área de memória alta ( 64 Kb)

                                      (640 Kb)
 

 

 

 
 

             Memória

         Expandida

            (4 Mb)

 

 

 

 

 

 

 

 


                Obs.: Para melhor gerenciamento e otimização de alocação de memória, pode ser executado o programa MemMaker.

 

 

Lógica de Funcionamento dos PCs

 

A base do funcionamento de um computador PC está na chamada eletrônica e lógica digital.

 

O computador faz, na realidade, cálculos. Operações aritméticas e lógicas com números e textos (chamadas "strings"). Ora, se trabalhamos num sistema de cálculo decimal (com dez algarismos), seria muito lógico imaginarmos que um computador tem de ser capaz de identificar 10 níveis diferentes de energia para codificar cada um dos 10 algarismos... Mas não é isto que acontece. Um computador com esta característica seria muito caro e complexo. Ao contrário, o computador trabalha com o mínimo possível de níveis de energia para a codificação de todas as informações. Este mínimo são os dois estados físicos de energia distintos que os chips trabalham (0 e 5V), a chamada eletrônica digital ou binária. Associados a estes estados físicos distintos temos dois estados lógicos distintos, que convencionamos chamar de 0 e 1. Em computadores fazemos uso da chamada aritmética digital ou binária e da lógica digital, binária ouBooleana.

 

Temos assim, o conceito de BIT, que é a menor unidade de informação que pode ser representada pelo computador. Ou seja, um bit só pode assumir um dos dois estados lógicos já citados, ou 0, ou 1. Dizemos, também por convenção, que um bit 0 está desligado e um bit 1 está ligado.

 

Mas como vamos conseguir representar todos os dez algarismos do nosso sistema decimal e ainda letras e outros caracteres com apenas dois estados lógicos de um bit? Simplesmente agrupando-se estes bits. Para representar um algarismo, uma letra, um caractere dentro do computador, vamos utilizar um conjunto de bits, e não apenas um. Quantos? Chegou-se a um número de 8 bits como sendo o suficiente. A este conjunto de 8 bits deu-se o nome de BYTE. O byte é a palavra do computador. É através do byte que o computador se comunica, trabalha, processa, armazena, calcula etc.

 

Quantos bytes diferentes existem? Quantos conjuntos diferentes posso fazer com 8 bits? Simples, 256 (que é 28). Como cada byte representa um caracter, posso representar 256 caracteres diferentes (o suficiente para representar os 10 algarismos, todas as letras do alfabeto, diferenciando-as em maiúsculas e minúsculas, e ainda alguns caracteres especiais.

 

Mas para podermos fazer esta representação eu preciso de uma tabela onde eu relaciono cada byte diferente com um caracter e todos os computadores precisam usar a mesma "tabela de conversão" para poderem se entender. Estas tabelas já existem e são chamadas de códigos. De importante para nós temos os códigos EBCDIC (Extend Binary Coded Decimal Interchange Code) e ASCII (American Standart Code for Information Interchange).

 

O código EBCDIC é um esquema de codificação desenvolvido pela IBM para ser usado em seus computadores como um método de padronização de associação de valores binários e caracteres alfabéticos, numéricos, de pontuação e de controle de transmissão. É análogo ao ASCII, e utiliza os 8 bits para a definição de 256 caracteres. Embora o EBCDIC não seja freqüente na microinformática, ele é bastante conhecido e utilizado em todo o mundo como o padrão da IBM para computadores de grande porte e minicomputadores.

 

O código ASCII é o conjunto de caracteres do código padrão americano para o intercâmbio de informação, que consiste dos caracteres disponíveis num teclado padrão de 128 caracteres e incluindo códigos de controle não imprimíveis como retorno da cabeça de impressão e quebras de página. São 256 códigos divididos em dois conjuntos: o standard (básico) e o estendido, com 128 códigos cada.

 

O ASCII Standard (básico) utiliza 7 bits (ou 0 + 7 bits para formar um byte) gerando 128 códigos de caracteres numerados de 0 a 127. Os 32 primeiros valores ficam reservados para códigos de controle de comunicação e da impressora. Os 96 códigos restantes estão associados aos sinais de pontuação convencionais, aos dígitos 0 a 9, e às letras maiúsculas e minúsculas do alfabeto romano.

 

O ASCII Estendido utiliza 8 bits para cada código, proporcionando 128 códigos numerados de 128 a 255. Ficam associados a conjuntos de caracteres que podem variar conforme o fabricante do computador e a software house. Portanto, enquanto o conjunto de caracteres ASCII standard é um padrão universal para os equipamentos e programas, os caracteres estendidos só poderão ser interpretados corretamente por programas projetados especialmente para fazê-lo.

 

Por isso utilizamos com muita freqüência o byte para quantificarmos características do computador, como memória, capacidade de disco etc. Como o byte é a unidade, e, por isso mesmo, muito pequeno, fazemos uso dos múltiplos do byte. Mas lembre-se que estamos no campo da aritmética digital, onde mil vezes um byte são, na realidade, 1.024 bytes (210).

 

Múltiplos do Byte:

Quilobyte - KB - 103 do byte (ou 1024 bytes)

Megabyte – MB - 106 do byte (ou 1024 KB)

Gigabyte – GB – 109 do byte (ou 1024 MB)

Terabyte – TB – 1012 do byte (ou 1024 GB)

Petabyte – PB – 1015 do byte (ou 1024 TB)

 

De maneira análoga podemos também podemos fazer uso dos múltiplos do bit (quilobit, megabit, gigabit, terabit e petabit), unidade mais utilizada em transferência de dados.

 

 

Windows 95

 

Os Sistemas Windows são muito parecidos entre si. O que ocorre são melhorias, adição de aplicativos, retirada de outros. No entanto, principalmente ao tocante da operação, a Microsoft tenta não alterar muito o programa para não inibir o uso de antigos operadores. Além disto, na medida do possível, a Microsoft tenta fazer sistemas compatíveis entre si, o que também não deixa de "engessar" o desenvolvimento dos sistemas.

 

Principais Novidades do Sistema

Depois de uma boa base que tivemos no capitulo que versa sobre o Windows 3.x, agora vamos enfatizar as diferenças entre os sistemas windows, ou seja, em que o Windows 95 é diferente do windows 3.x.

 

Primeiro, a grande diferença e uma das mais importantes, é que o Windows 95 NÃO Ë um ambiente operacional, e sim, um verdadeiro SISTEMA OPERACIONAL. Assim, o windows 95 substitui completamente o DOS, tanto que a Microsoft não fabrica e nem desenvolve novas versões do DOS. O windows 95, sendo um sistema operacional, não depende mais do DOS, como acontecia com seu antecessor.

 

Muitos perguntam: é possível ficar com dois sistemas operacionais na minha máquina? Sim, é possível termos dois sistemas operacionais numa mesma máquina, mas somente um dos dois sistemas pode ser carregado numa sessão. É chamado "dual boot", ou melhor, durante a inicialização da máquina, na fase de boot, antes do Sistema Operacional ser carregado, eu posso informar ao computador qual dos dois sistemas (DOS ou Windows 95) eu quero que seja carregado.

 

Além disso, "dentro" do windows 95 temos uma simulação DOS, que pode ser chamada pelo ícone "Prompt do MS-DOS". Se esta máquina só tiver o windows 95, com certeza, ao rodarmos o "Prompt do MS-DOS" não será o DOS que estará rodando na máquina, mas sim uma simulação DOS do windows 95...

 

O Sistema Operacional Windows 95 é o primeiro sistema de 32 bits, se afastando bastante do modo de operação do DOS (de 16 bits). Como já vimos, existe uma certa compatibilidade com o DOS e, em teoria, aplicativos DOS podem ser rodados em Win 95. Mas a prática mostrou que muitos e muitos aplicativos DOS geravam graves problemas na máquina. Além disso, aplicativos DOS (ou mesmo aplicativos "for windows 3.x"), que foram feitos para rodar em um ambiente de 16 bits, não podem utilizar todos os recursos que o novo sistema oferece. Por isso nasceram novas versões de praticamente todos os softwares para Win 95.

 

Outra diferença interessante e até certo ponto muito útil, é a possibilidade de se utilizar nomes extensos nos arquivos. Praticamente não se tem mais as limitações do DOS quanto ao número de caracteres, tanto para o nome quanto para a extensão. Geralmente, a extensão dos arquivos continuam tendo três letras, às vezes, quatro. Mas nada impede números superiores a estes. Também é possível fazer uso do espaço em branco, proibido no DOS, e a maioria dos caracteres especiais (excetuando-se o "*" e "?").

 

Este sistema operacional é considerado monousuário, mas MULTITAREFA (preemptiva). Assim é possível realmente rodar dois, ou mais programas, simultaneamente. Logicamente que o desempenho da máquina depende muito da quantidade de memória disponível (lembre-se que o aplicativo deve ser carregado na memória para poder ser executado). O Win 95 continua a fazer uso do spool de impressão e da memória virtual. Mas o sistema de gerenciamento de memória melhorou muito, pois o sistema encara o bloco de memória como sendo uma pilha contínua.

 

Outra característica do win 3.x que foi mantida e melhorada foi a tecnologia OLE, com o uso da Área de Transferência e a possibilidade de incorporação e vinculação de objetos. Já a interface gráfica com o usuário foi melhorada, deixando-o mais bonito, colorido, com melhor definição e sensação de profundidade. O suporte a multimídia também foi aprimorado, dando maior controle e velocidade, principalmente, às animações e imagens 3D.

 

Plug-and-Play

Diferente de seu antecessor, o sistema apresenta suporte a hardware de padrão plug-and-play. Esta tecnologia foi desenvolvida para facilitar a instalação de novos hardwares na máquina, como placas fax-modens, monitores, impressoras, placas de som, drives de CD-ROM, etc.

 

Todo e qualquer hardware, para funcionar, depende que recursos de sistema sejam alocados para ele. Muitos destes recursos devem ser únicos para cada hardware (por exemplo, o endereço de uma porta de comunicação, uma solicitação de interrupção ou um pedido de acesso direto à memória). Dois hardwares que estejam utilizando um mesmo recurso do sistema, estão em conflito. Para resolver estes conflitos, era necessário um bom conhecimento técnico e alterar configurações no próprio hardware. No padrão plug-and-play, existe uma "conversa" entre o novo periférico e o sistema operacional, que se encarrega de determinar quais recursos o novo hardware precisa e de alocar recursos livres para ele, eliminando assim a possibilidade de conflitos e facilitando a instalação. Para tanto, o sistema operacional e o periférico precisam ser compatíveis com o padrão plug-and-play.

 

 

Windows 98

 

Windows 98 não é um novo Sistema Operacional, mas antes apenas uma atualização do Windows 95. Apenas alguns detalhes foram alterados e muitos "bugs" corrigidos. Visualmente e funcionalmente, o Windows 98 é muito parecido com o Windows 95 versão OSR-2 com o Internet Explorer 4.0 instalado. A novidade mais visível é a integração com a Internet, por meio do browser Internet Explorer. Foi essa integração que serviu de base para a acusação de desrespeito à lei anti-truste que o Departamento de Justiça americano move contra a Microsoft.. Há também uma dúzia de utilitários novos ou aperfeiçoados que facilitam a administração do sistema e a solução de problemas. Duas outras novidades ficam ocultas aos olhos do usuário. A primeira é o sistema de arquivos FAT-32, que aproveita melhor o espaço no disco rígido. A outra é a inclusão de mais de 1.000 novos controladores de dispositivos. Eles proporcionam o suporte para tecnologias de hardware surgidas nos últimos anos como interface USB, discos Ultra ATA, drives de DVD e gerenciamento de energia padrão ACPI. Na prática isso significa que fica mais fácil adicionar novos dispositivos ao PC e aproveitar os recursos que ele oferece. Vale lembrar que, após o lançamento do Windows 98, a Microsoft não venderá mais o Windows 95. Vejamos melhor algumas diferenças com o antigo Windows.

 

A primeira diferença é a controvertida integração com a Internet por meio do Internet Explorer. Depois vem o suporte para novos padrões de hardware como DVD, AGP e USB. Ainda há um sistema mais eficiente de gerenciamento de arquivos em disco, o FAT-32, e novos utilitários, como o Assistente de Manutenção.

 

O Win 98 suporta a tecnologia ACPI (Advanced Configuration and Power Interface), permitindo que o sistema desligue periféricos, como drive de CD-ROM, modem, interface de rede e impressora, quando eles não estão sendo utilizados, economizando energia. Também possibilita que os periféricos liguem o computador. Por exemplo: o micro pode ser ligado automaticamente quando um CD é inserido no drive. O maior benefício da ACPI é prolongar a duração da bateria nos micros portáteis. Essa tecnologia foi desenvolvida em conjunto pela Toshiba, Intel e Microsoft.

 

O Windows 98 é totalmente compatível com o Win 95, assim a princípio, não temos aplicativos específicos para este sistema. O núcleo do Win 98 é praticamente o mesmo do 95, assim, não há diferença significativa para os programas. Uma mudança que poderia causar impacto em certos utilitários de manutenção de disco é a introdução do FAT-32. Esse sistema de arquivos, porém, está presente na versão do Win 95 OSR-2, que é distribuída a fabricantes de PCs. Porisso, os produtores de software já adequaram seus utilitários a ele.

 

A barra de tarefas pode, agora, incluir os ícones da área de trabalho, um campo para digitação de endereço a ser explorado e atalhos para aplicativos ou documentos. Além disso, as pastas podem ser visualizadas como páginas da Web. Nesse caso, o usuário pode definir as cores ou imagens que aparecem como fundo e também acrescentar outros elementos usando HTML ou JavaScript. O título da pasta é exibido de forma clara na janela e o Win 98 inclui automaticamente um visualizador (ativado por um programa em JavaScript) nela. Esse acessório mostra o conteúdo do arquivo quando ele é selecionado com o mouse, o que ajuda na busca de um documento perdido no micro. Funciona com arquivos de imagem, som e vídeo. É ainda possível configurar opções de leitura off-line e exibição de informações no Active Desktop.

 

A Microsoft trabalhou no aperfeiçoamento de três itens: inicialização do Windows, carregamento de aplicativos e desligamento do sistema. O gerenciamento de memória também recebeu atenção, o que pode trazer algum ganho adicional de velocidade. O desfragmentador de disco do Win 98 incorpora uma tecnologia desenvolvida pela Intel para acelerar o carregamento de aplicativos e inicialização do sistema. Os arquivos essenciais que formam o aplicativo são ordenados no disco para que possam ser lidos mais rapidamente. Para tanto há um programa que fica monitorando o uso dos aplicativos para determinar qual a melhor maneira de organizar os arquivos no disco. Quando o Windows é instalado, ainda não há dados suficientes para uma boa otimização. Somente após um certo tempo de uso a reorganização do disco poderá levar a um melhor desempenho.

 

Como já foi visto, o Windows 95 faz uso intenso da tecnologia conhecida como memória virtual. Isso significa que, quando não há memória suficiente, o sistema armazena os arquivos temporariamente no disco rígido. Como o acesso ao disco é dezenas de vezes mais lento do que à memória, essa tecnologia prejudica o desempenho do micro. Seu uso é necessário para que o sistema operacional possa rodar em máquinas com pouca memória. O problema é que, mesmo em PCs com muita memória, o Win 95 continua utilizando memória virtual sem necessidade. Já no Win 98 esse problema foi atenuado. Em máquinas com memória física abundante, a memória virtual é pouco utilizada.

 

A configuração mínima para rodar o Windows 98 é um 486 DX2-66 com 16 MB de memória, pelo menos 125 MB de espaço livre no disco rígido e um drive de CD-ROM. Mas recomenda-se um Pentium 200 MMX, com 64 MB de memória e disco rígido de 2 GB.

 

É interessante notar que apesar da tecnologia MMX estar presente nos processadores da Intel há um bom tempo (Pentium MMX, Pentium II e Celeron, além do AMD K6 e Cyrix 6x86), o Win 95 não a utiliza, embora alguns aplicativos que rodam nele, como o Corel Draw!, o Adobbe Photoshop e vários jogos, usem. Já o Win 98 emprega essa tecnologia para exibir vídeo clipes e animações com melhor qualidade. Além disso, o suporte para MMX foi incluído na API (interface de programação) do sistema operacional. Assim, aplicativos futuros poderão usar a API para chamar as funções MMX do processador. A vantagem disso é que fica mais fácil, para os desenvolvedores, criar aplicativos que empregam MMX.

 

O Windows 98 inclui suporte (via WDM – Win32 Driver Model) para cartões PC Card do tipo CardBus, leitores de DVD, interfaces USB, câmeras para videoconferência, drives para discos LS-120, interfaces por raios infravermelhos, cartões do tipo smart card, placas de vídeo AGP e interfaces FireWire (IEEE 1394), todos dispositivos que não eram originalmente reconhecidos pelo Windows 95. Especificamente, a USB (Universal Serial Bus), é uma interface universal para periféricos criada para substituir as atuais portas serial e paralela do PC> Ela é fácil de usar (Plug-and-Play) e muito versátil, até alto-falantes podem ser ligados nela. Também proporciona uma comunicação mais veloz que as interfaces convencionais.

 

O sistema admite o uso de dois monitores formando uma área de trabalho duplicada. Para tanto são necessárias duas placas de vídeo PCI ou AGP.

 

Ao tocante de Redes, temos um novo protocolo utilizado para a chamada Rede Privada Virtual, o PPTP, Point to Point Tunneling Protocol. Ele permite a criação de uma conexão criptografada entre dois pontos de uma rede pública, como a Internet. Usando esse método, dois usuários podem trocar documentos entre si sem riscos significativos de que esses documentos sejam lidos, no meio do caminho, por alguém não autorizado. Além disso é possível usar múltiplos canais de comunicação como se fosse um só. Um exemplo: com dois modems de 28,8 Kbps e duas linhas telefônicas, é possível se comunicar a 56 Kbps. Os resultados são melhores quando os canais utilizados têm velocidades idênticas, caso contrário, a taxa de transferência total vai ser menor que a soma das velocidades

de ambos.

 

O Registro continua sendo um componente crítico do sistema, mas ele agora tem uma proteção adicional. Cada vez que o micro é ligado, o Win 98 gera um backup automático do Registro. Um programa verificador inspeciona o seu conteúdo em busca de dados corrompidos ou ausentes. Se for encontrado algum problema, o backup é restaurado automaticamente ou, dependendo do caso, é feita uma correção nos dados.

 

O Win 98 inclui um programa chamado Windows Update que faz a atualização automática dos seus componentes pela Internet. Ele estabelece uma conexão com o servidor da Microsoft, verifica quais componentes precisam ser atualizados, faz o download e instala os programas.

 

Já o sistema de ajuda é, baseado em HTML, a linguagem de formatação de página empregada na Web. Para o usuário, isso faz pouca diferença. Mas para quem desenvolve aplicativos, vai agilizar e baratear a criação de manuais on-line. Além disso, há a opção de buscar ajuda via Web, no site da Microsoft.

 

Outra vedete deste sistema operacional é o chamado Active Desktop (também encontrado no Internet Explorer 4 para Win 95). Ele permite colocar na área de trabalho, quadros com notícias, cotações de ações, previsão do tempo, resultados de partidas de basquete e outros dados que são atualizados dinamicamente via Internet. Também é possível rodar programas em Java na área de trabalho.

 

 

 

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